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O SILÍCIO

       O silício foi a princípio conhecido em medicina humana pelo papel que gozava na patologia (silicose dos mineiros). Há quinze anos se sabe que possui uma ação fisiológica fundamental e que é um elemento-traço essencial.

       O silício se revelou necessário para a formação dos ossos, cartilagem e tecido conjuntivo.

       Notemos que o silício é o segundo elemento mais importante em concentração na crosta terrestre, sendo raro na água do mar. É encontrado, em geral, sob a forma de silicato ou de óxido.

       Lembremos, também, que o silício goza de um papel importante na indústria (desde o transistor utilizado em eletrônica até a fabricação de cerâmicas e vidro).

       Carlisle já havia demonstrado, em 1972, que uma deficiência em silício nos ratos e nos frangos desencadeava distúrbios de crescimento e de desenvolvimento dos ossos, sendo que até 1977, este elemento ainda era considerado, em trabalhos científicos sérios, como um contaminante.

       O silício é necessário também tanto no crescimento de certos microorganismos (bactérias) como das plantas unicelulares, vegetais, animais e homem.

       Os animais sujeitos a uma alimentação pobre em silício apresentam malformação óssea e das cartilagens com modificações bioquímicas de seus componentes.

       O silício tem, pois, um papel:

       - No crescimento: comparando-se frangos nutridos normal-mente, com outros carentes em silício, constatou-se, nestes, atrofia de todos os órgãos examinados, cristas menores, alterações importantes dos ossos longos e do crânio, que eram menores.
       - Na calcificação: o silício tem um certo papel ainda não completamente elucidado, tanto a nível da matriz dos ossos, como ao nível de sua calcificação, sobretudo no início de sua formação e independente da ação da vitamina D.
       - Na formação da cartilagem e do tecido conjuntivo: em particular na fabricação do colágeno e das proteoglicanas da matriz.

       É interessante notar que a concentração de silício diminui com a idade nos diferentes tecidos, em particular na pele e vasos arteriais.

       Uma vez, o que não é costumeiro, os text-books americanos citaram os trabalhos especialmente interessantes, realizados pelos pesquisadores franceses (em particular LOEPER em 1966 e 1978), que mostraram a diminuição da concentração de silício nas paredes arteriais e indicavam que esta concentração diminuía quanto mais a parede apresentava sinais de arteriosclerose, o que sugere que a falta de silício poderia estar, em parte, implicada na etiologia da arteriosclerose.

       Ademais, um metabolismo anormal em silício poderia estar presente na hipertensão, já que ratos velhos com uma hipertensão crônica tinham, associado a uma diminuição de silício nas paredes arteriais, uma diminuição das fibras de colágeno que necessitam de ácido hialurônico rico em silício para seu desenvolvimento (Becker, 1979).

       Para Charnot e Peres, sendo a arteriosclerose , a hipertensão, e a redução da absorção de numerosos hormônios endócrinos, frequentemente, corolários da idade, a diminuição da atividade hormonal poderia ser a origem destes distúrbios provocados por problemas no metabolismo do silício.

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