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O NÍQUEL

       Quando se estudam os trabalhos mais recentes sobre o níquel, se constata, de um lado, que ele passou a ser considerado essencial por certos pesquisadores bioquímicos há uns dez anos e de outro lado, que ele é utilizado em terapêutica na França há uns trinta anos pelos primeiros oligoterapêutas, e autorizada sua comercialização por um laboratório após este período.

       Pode-se tirar várias conclusões. Primeira, que sendo fácil liberar medicamentos há alguns anos, a Administração tenha sido mais draconiana a este respeito. Segundo, que nossos colegas eram intuitivamente eficazes, tanto que os oligoelementos que eles indicavam tiveram, exceto no caso do alumínio, prova de sua essencialidade.

       Duas lacunas: as indicações nem sempre correspondem ao papel fisiológico do metal, nem se pensou em todos os oligoelementos essenciais (selênio, cromo, etc.).Daí se justificar a visão moderna que aqui procuramos desenvolver (precisão sobre o papel fisiológico do metal, indicações terapêuticas específicas, limites terapêuticos e tóxicos).

       O interesse dos pesquisadores pelo níquel aumentou depois da descoberta de sua essencialidade em numerosos microorganismos, vegetais e animais, e da existência de várias metalo-enzimas nas espécies vivas.

       Sinais, decorrentes de alimentação carencial em níquel, foram evidenciados em seis espécies animais, entre elas, galinhas, ratos, carneiros, etc.

       Apareceram distúrbios do crescimento, problemas da hematopoiese (fabricação de sangue), patologia dos fâneros e fígado.

       Nos microorganismos apareceram distúrbios de desenvolvimento e para os vegetais uma má utilização dos derivados azotados.

       Em vegetais e microorganismos, constatou-se a presença de níquel em várias metalo-enzimas (urease, hidrogenase, carbono monóxido dehidrogenase).

       Mas notamos que, hoje, nem nos animais aos quais se pode submeter a uma alimentação carencial, nem a fortiori para o homem, se pode por em evidência, com precisão, seu papel fisiológico, mesmo que sua essencialidade seja evidente.

       Sua absorção não se faz por simples difusão mas por mecanismo ativo, o que prova seu papel fisiológico. Seu metabolismo parece estar ligado ao do ferro.

       Há um outro problema que é preciso desenvolver concernente ao homem e ao níquel, que é o da patologia provocada por este metal. Ele é, com efeito, muito empregado na indústria de ligas metálicas. Profissionalmente, o níquel é potencialmente perigoso. Ele forma com o monóxido de carbono o carbonilo de níquel, suscetível de provocar envenenamentos agudos e podendo dar origem a certos cânceres dos brônquios.

       Enfim, as ligas níquel-cromo, muito utilizadas em vários objetos que nos cercam, são responsáveis por múltiplas alergias cutâneas: fivelas de relógio, colchetes ou botões das roupas de baixo, caixa ou fechadura de relógios, etc. A ionização do metal pelo suor lhe permite atravessar a barreira cutânea e de se ligar às proteínas celulares para formar complexos alergênicos. Felizmente, as próteses dentárias, freqüentemente à base de níquel-cromo, parecem menos alergisantes do que se poderia temer.

       Concluindo, é conveniente se lembrar do papel fisiológico provável do níquel, que ainda é desconhecido.

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