O magnésio é o cátion intracelular
mais importante, depois do potássio. Mesmo sendo menos abundante que os
outros três grandes macro-elementos (sódio, potássio, cálcio), tornou-se
vedete nos últimos anos, mesmo com seu impacto sendo exagerado por alguns.
O papel fisiológico do magnésio é importante : ele intervém para regular a
atividade de mais de 300 reações enzimáticas; intervém, igualmente, na
duplicação dos ácidos nucleicos, na excitabilidade neural e na transmissão
de influxo nervoso agindo sobre as trocas iônicas da membrana celular.
A nível do sistema cardiovascular, ele é um opositor do
cálcio.
Uma parte importante do magnésio é fixado sobre os ossos sob a forma de fosfatos e
bicarbonatos, uma pequena parte entra na composição da massa molecular e
uma pequenina fração, presente no sangue, está ligada às proteínas,
ionizada e fisiológicamente ativa.
O estudo do metabolismo magnesiano
constitui atualmente um campo em plena expansão, após um grande período de
ignorância dos deficits magnesianos e de suas repercussões sobre a saúde.
Pesquisas científicas tem demonstrado que, mesmo
variações mínimas da concentração do magnésio nas células podem afetar o
metabolismo, o crescimento e a proliferação celular. Os cardiologistas
começaram a se interessar pelo magnésio ao descobrirem sua importância na
função cardíaca. Com efeito, os dados epidemológicos demonstraram que uma
hipomagnesemia (associada freqüentemente a uma
hipopotassemia
) é acompanhada de um certo número de problemas cardiovasculares,
notadamente de ritmo cardíaco.
Foi também constatado que
após um dano provocado por antiarritímicos (medicamentos que regulam o
ritmo cardíaco), somente a administração concomitante de magnésio pode
debelar certas arritmias cardíacas. Por outro lado, a predisposição
a arritmias induzidas por certos medicamentos (digitálicos, por exemplo)
levaria a uma depleção do magnésio. Outra razão pela qual os cardiologistas
passaram a se interessar pelo magnésio foi a descoberta da relação entre o
déficit magnesiano e o prolapsos da válvula mitral. Este distúrbio evolui
felizmente sem problema em 95% dos casos e numerosos espasmofílicos com boa
saúde são atingidos. As traduções clínicas do déficit magnesiano são muito
freqüentes na esfera ORL: a clássica bolha na garganta com dificuldade de
deglutição, uma pequena instabilidade com mudanças de posição da cabeça e
do corpo (falsas vertigens), rinites persistentes ligadas a
hiper-reatividade das mucosas nasais e sobretudo uma fadiga vocal durante o
dia. Este último sintoma, acompanhado às vezes de dores faríngeas e de
pigarro na garganta, geralmente ligada a uma origem infecciosa e a
distúrbios psicossomáticos, podem desaparecer com a magnésioterapia.
O campo onde a deficiência em magnésio
foi mais discutida é o da hiperexcitação neuromuscular (ver capítulo sobre
a espasmofilia). Ele apresenta uma espécie de círculo vicioso: um déficit
magnesiano crônico conduz a uma baixa no nível da excitação neuromuscular e
a uma maior sensibilidade ao stress, o que favorece ainda mais uma perda
magnesiana. Esta depleção magnesiana passa por mecanismos muito complexos
de desregulações nervosa e endocrionológica, ligadas ao stress agudo ou
crônico. Mesmo sabendo-se que a atitude terapêutica é equivalente, convém
fazer uma distinção entre os deficits magnesianos por aportes insuficientes
de magnésio e os secundários, devidos a uma perda urinária permanente de
magnésio.
Ao lado do stress ou mesmo da
incapacidade de lutar eficazmente contra ele, outras causas podem dar
origem à depleção de magnésio: intoxicação por chumbo, uso prolongado de
certos medicamentos, notadamente de diuréticos, problemas intestinais
crônicos, alimentação parenteral prolongada, pancreatite e diabete.
O álcool e uma alimentação rica em
glucídios e em lipídeos podem igualmente aumentar a eliminação de magnésio.
Se as circunstâncias da vida moderna
passaram a exigir uma quantidade maior de magnésio, os aportes via
alimentação parecem não atendê-la. Pelo contrário, eles parecem mesmo
diminuír.
Com efeito, os alimentos estão mais
pobres em magnésio, devido
a utilização seguida de
adubos químicos e ao refinamento. Por outro lado, os alimentos ricos em
magnésio (tais como legumes secos, chocolate, nozes, avelãs, amêndoas) não
são ingeridos por serem muito ricos em calorias.
Quando sabemos que a pílula, certos
medicamentos como os diuréticos e os extratos tiroideanos agem no sentido
da diminuição do magnésio, que o stress aumenta a excreção urinária, como
se surpreender com o aparecimento de um estado espasmofílico nas jovens que
usam contraceptivos orais, submetidas a stress familiares ou profissionais,
que ainda mais, seguem freqüentemente um regime alimentar mal equilibrado e
que se
utilizam de medicamentos para emagrecer!
É possível corrigir a depleção de
magnésio por sua administração sob a forma de sais, ainda que os sais
orgânicos pareçam de melhor assimilação.
Para muitos autores, um teste da carga
magnesiana oral seria o melhor teste diagnóstico e terapêutico. Ele é
sempre um tratamento de longa duração, de três a seis meses, ou um
tratamento contínuo em caso de perda urinária permanente de magnésio.
Apela-se às vezes aos fixadores de magnésio, como a vitamina B6 ou a
vitaminas D, que favorecem a assimilação do magnésio. Ainda que estes últimos
tenham mostrado uma certa eficácia, não chegam a reduzir a depleção em
magnésio em todos os casos.
menos abundante que os outros três grandes
macro-elementos (sódio, potássio, cálcio), tornou-se vedete nos últimos
anos, mesmo com seu impacto sendo exagerado por alguns. O papel fisiológico
do magnésio é importante : ele intervém para regular a atividade de mais de
300 reações enzimáticas; intervém, igualmente, na duplicação dos ácidos
nucleicos, na excitabilidade neural e na transmissão de influxo nervoso
agindo sobre as trocas iônicas da membrana celular. A
nível do sistema cardiovascular, ele é um opositor do cálcio.
Uma parte importante
do magnésio é fixado sobre os ossos sob a forma de fosfatos e
bicarbonatos, uma pequena parte entra na composição da massa molecular e
uma pequenina fração, presente no sangue, está ligada às proteínas,
ionizada e fisiológicamente ativa.
O estudo do metabolismo magnesiano
constitui atualmente um campo em plena expansão, após um grande período de
ignorância dos deficits magnesianos e de suas repercussões sobre a saúde. Pesquisas científicas tem demonstrado que, mesmo
variações mínimas da concentração do magnésio nas células podem afetar o
metabolismo, o crescimento e a proliferação celular. Os cardiologistas
começaram a se interessar pelo magnésio ao descobrirem sua importância na
função cardíaca. Com efeito, os dados epidemológicos demonstraram que uma
hipomagnesemia (associada freqüentemente a uma hipopotassemia
) é acompanhada de um certo número de problemas cardiovasculares,
notadamente de ritmo cardíaco. Foi também constatado que
após um dano provocado por antiarritímicos (medicamentos que regulam o
ritmo cardíaco), somente a administração concomitante de magnésio pode
debelar certas arritmias cardíacas. Por outro lado, a predisposição
a arritmias induzidas por certos medicamentos (digitálicos, por exemplo) levaria
a uma depleção do magnésio. Outra razão pela qual os cardiologistas
passaram a se interessar pelo magnésio foi a descoberta da relação entre o
déficit magnesiano e o prolapsos da válvula mitral. Este distúrbio evolui
felizmente sem problema em 95% dos casos e numerosos espasmofílicos com boa
saúde são atingidos. As traduções clínicas do déficit magnesiano são muito
freqüentes na esfera ORL: a clássica bolha na garganta com dificuldade de
deglutição, uma pequena instabilidade com mudanças de posição da cabeça e
do corpo (falsas vertigens), rinites persistentes ligadas a
hiper-reatividade das mucosas nasais e sobretudo uma fadiga vocal durante o
dia. Este último sintoma, acompanhado às vezes de dores faríngeas e de
pigarro na garganta, geralmente ligada a uma origem infecciosa e a
distúrbios psicossomáticos, podem desaparecer com a magnésioterapia.
O campo onde a deficiência em magnésio
foi mais discutida é o da hiperexcitação neuromuscular (ver capítulo sobre
a espasmofilia). Ele apresenta uma espécie de círculo vicioso: um déficit
magnesiano crônico conduz a uma baixa no nível da excitação neuromuscular e
a uma maior sensibilidade ao stress, o que favorece ainda mais uma perda
magnesiana. Esta depleção magnesiana passa por mecanismos muito complexos
de desregulações nervosa e endocrionológica, ligadas ao stress agudo ou
crônico. Mesmo sabendo-se que a atitude terapêutica é equivalente, convém
fazer uma distinção entre os deficits magnesianos por aportes insuficientes
de magnésio e os secundários, devidos a uma perda urinária permanente de
magnésio.
Ao lado do stress ou mesmo da
incapacidade de lutar eficazmente contra ele, outras causas podem dar
origem à depleção de magnésio: intoxicação por chumbo, uso prolongado de
certos medicamentos, notadamente de diuréticos, problemas intestinais
crônicos, alimentação parenteral prolongada, pancreatite e diabete.
O álcool e uma alimentação rica em
glucídios e em lipídeos podem igualmente aumentar a eliminação de magnésio.
Se as circunstâncias da vida moderna
passaram a exigir uma quantidade maior de magnésio, os aportes via
alimentação parecem não atendê-la. Pelo contrário, eles parecem mesmo
diminuír.
Com efeito, os alimentos estão mais
pobres em magnésio, devido a utilização seguida de
adubos químicos e ao refinamento. Por outro lado, os alimentos ricos em
magnésio (tais como legumes secos, chocolate, nozes, avelãs, amêndoas) não
são ingeridos por serem muito ricos em calorias.
Quando sabemos que a pílula, certos
medicamentos como os diuréticos e os extratos tiroideanos agem no sentido
da diminuição do magnésio, que o stress aumenta a excreção urinária, como
se surpreender com o aparecimento de um estado espasmofílico nas jovens que
usam contraceptivos orais, submetidas a stress familiares ou profissionais,
que ainda mais, seguem freqüentemente um regime alimentar mal equilibrado e
que se utilizam de medicamentos para emagrecer!
É possível corrigir a depleção de
magnésio por sua administração sob a forma de sais, ainda que os sais
orgânicos pareçam de melhor assimilação.
Para muitos autores, um teste da carga
magnesiana oral seria o melhor teste diagnóstico e terapêutico. Ele é
sempre um tratamento de longa duração, de três a seis meses, ou um tratamento
contínuo em caso de perda urinária permanente de magnésio. Apela-se às
vezes aos fixadores de magnésio, como a vitamina B6 ou a vitaminas D, que
favorecem a assimilação do magnésio. Ainda que estes últimos tenham
mostrado uma certa eficácia, não chegam a reduzir a depleção em magnésio em
todos os casos.