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RESUMO HISTÓRICO

       A primeira utilização conhecida dos oligoelementos (que os americanos chamam de elementos-traços) em terapia humana remonta ao XIII século. Nesta época, após os trabalhos de Arnaud de Villeneuve, um médico, Basile Velentin, tratou com esponjas queimadas o bócio endêmico que assolou a Suíça.
       Ele precisou esperar 1819 e os trabalhos de Coindet para descobrir que esta terapia original aportava o iodo necessário à correção das carências devidas ao solo dessas regiões.
       As primeiras verdadeiras pesquisas sobre os elementos-traços são as de Gabriel Bertrand no fim do século passado. Em 1912, ele demonstrou a necessidade do manganês no meio de cultura para desenvolver um fungo, a Aspergillus niger. Em 1922, forneceu a prova de que o cobalto é necessário ao crescimento do camundongo, fazendo a mesma constatação para o manganês, em 1928.
       Em 1935, MacCraft mostrou que as porcas submetidas a um regime pobre em cobre reproduziam leitões anêmicos que não se podiam tratar pela simples adição de ferro (ao invés, era necessário corrigir a carência de cobre, que intervém na síntese da hemoglobina).
       Foram estas as primeiras correções de carências que ocasionavam doenças e que foram corrigidas pela adição deste ou daquele oligoelemento; descobriu-se que o cobalto curou a anemia que dizimava os rebanhos de bovinos australianos (Aston 1937) e que o cobre melhorava a qualidade da lã das ovelhas (Marston, 1952).
       No homem, as primeiras experiências terapêuticas foram feitas em 1932, por Menetrier. Ele se interessava há muito tempo pela medicina do terreno, tendo defendido sua tese em 1939 (sob o título de "Considerações sobre as receptividades às doenças"), obtendo no mesmo ano a medalha de prata e o prêmio Bouloumié. No final de 1943, organizou o Centro de Estudos Biológicos. Nos deixou, em "A Medicina das funções", o testemunho sempre atual:
       "Por necessidade, a medicina se opôs ao mais evidente, ao mais imediato: a doença que ameaça diretamente a vida. No plano das infecções, assim como no domínio dos distúrbios anatomo patológicos, tóxicos ou acidentais, enfim em todos os casos onde o primeiro papel do médico é de se opor, de aliviar e de tratar, pode-se afirmar atualmente que a arte e a ciência terapêuticas trouxeram soluções eficazes e incomparavelmente superiores aos processos antigos. Pode-se também certificar que os progressos dos meios de diagnóstico dão à espécie humana garantias desconhecidas há alguns decênios".
       Ou ainda: "Devemos afirmar que a especialização exagerada e o isolado partido sintomático fizeram o médico perder seu senso clínico e a medicina sua arte, em detrimento de uma pseudo-ciência, freqüentemente ilusória. Não pretendemos culpar só o abandono de uma anamnese precisa e sintética , mas, também, a utilização de exames sistemáticos inadaptados à compreensão de cada caso."
       Seguramente, se nós subscrevemos como absoluta a necessidade de uma anamnese bem conduzida, não podemos rejeitar as perspectivas novas que nos trouxeram os mais recentes exames, colocados à nossa disposição (scanner, ecografias, exames biológicos, etc.)
       Mas é verdade que o paciente reclama, cada vez mais, de não ter sido entendido pelo seu médico. É necessário deixar novamente de lado o "monólogo do doente", no início da consulta, e saber colher a história clínica de seus sintomas.
       O que faz o sucesso da homeopatia, quaisquer que sejam as provas a favor e contra sua fundamentação é, sobretudo, a anamnese homeopática, que se interessa por todos os sintomas e particularidades do paciente, considerando-o como um ser global.
       Já se constatou que a semiologia homeopática é muito mais rica que aquela que nos foi proposta pelos primeiros oligoterapeutas. Mas ela pode servir de base para o médico neófito antes dele progredir na terapia com oligoelementos.
       Para Menetrier: "Existem diáteses e terrenos que dão uma unicidade a uma multiplicidade de sintomas". Estas diáteses, "constituem uma entidade etiológica que pode ser provada pela ação pluri-sintomática de um oligoelemento ou de um agrupamento de oligoelementos específicos".
       Na utilização da Oligoterapia nutricional, não são utilizadas as diáteses, mas elas são ainda muito usadas na Oligoterapia catalítica.
       Dr. Henri Picard, que preconizou a terapia por oligoelementos em milhares de casos, nos seus últimos anos de trabalho, abandonou o dogma das diáteses, tanto que dava a seus pacientes reumáticos - que constituíam a maioria deles, - um número variado de oligoelementos, o que à luz dos últimos estudos científicos parece representar a melhor atitude terapêutica.
       É conveniente prescrever os oligoelementos essenciais de maneira seguida e contínua, levando-se em conta as incompatibilidades que existem entre eles e sem favorecer de maneira marcante um único oligoelemento.


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